"A competitividade desgasta profundamente as
pessoas, porque ninguém pode viver como se a vida fosse uma maratona, que tem
de ser vencida a qualquer preço".
(Psicóloga Maria Luiza Silveira Teles. Fonte: livro Catástrofe Contemporânea do semioticista e
professor Caio Colombo).
Desde pequenos somos expostos à competitividade. Aprendemos que
não temos que ter apenas boas notas para sermos bons para nós mesmos, temos que
ter a melhor nota da classe, torcendo para que esteja acima da nota de todos os outros.
Não somos incentivados a ir para a escola com o objetivo de aprender,
conversar, fazer amigos, mas somos estimulados a não falta com um prêmio para a
criança que atingir o maior número de presença no final do mês.
A competição nos ensina a lidar com a vitória e a derrota e suas consequências, mas em situações como as citadas acima,
poderíamos ter sido ensinados sobre a filosofia GANHA-GANHA e não GANHA-PERDE,
ou seja, o outro não precisa perder para que eu possa ganhar.
A competitividade tem se tornado essência no departamento comercial de algumas empresas. Normalmente, nesse tipo de
serviço existem situações que estimulam a competitividade. A relação entre os vendedores é um exemplo, pois não é necessário apenas ser um bom
profissional e bater as metas, mas sim superar a meta do outro para que seja
premiado. Eu nunca fui lá um exemplo nisso, sempre achei que pra eu ganhar o
outro não precisa perder, e assim fui fazendo meu trabalho na área comercial conforme o que eu
mesma julgava necessário, me esforçando para super as metas estabelecidas por
mim e não entrar na paranoia imposta por superiores de querer
superar a meta do colega de trabalho ou desenvolver uma ambição absurda. Nisso,
eu cultivei amizades e aprendi a não entrar no jogo perverso das empresas.
O mercado é cruel e tenho diversos motivos para ter essa opinião,
mas deixarei o assunto para outro post.
Na vida somos expostos ao GANHA-PERDE a todo momento. Se compramos
um casa, queremos maior do que a dos parentes ou amigos. Se casamos, queremos
exclusividade. Se mudamos o corte de cabelo, ninguém pode cortar igual até que
mudemos o nosso...e daí por diante. Simplesmente não aceitamos menos. Mas pra
não entrarmos nesse jogo perverso de sangue nos olhos, precisamos primeiramente
compreender que MENOS é relativo e em algumas situações a VITÓRIA também.
Nossas metas pessoais não precisam ser baseadas em padrões ou baseadas na vida
do outro.
Pessoas e profissionais que não são extremamente competitivos são vistos como sujeitos sem ambição. Mas quem determinou que devemos estar à frente
a todo momento? Isso ocorreu num processo de mudança ao longo dos anos e cabe a
nós sabermos diferenciar quais mudanças devem fazer parte da nossa vida e quais
devem ser reavaliadas.
Há pessoas que vivem a vida como se fosse uma competição
interminável. Passam por cima de sentimentos, fatos e pessoas para manter um passo à frente
dos demais.
Relaxa, a vida não é uma maratona! Não precisamos competir a todo momento. Competir sem pausas é
exaustivo e a mente pede sempre mais. Desprenda-se de autocobranças e aprenda a
não entrar no jogo de cobranças vindas de fora, inclusive na relação perversa
entre empresa e funcionário. Sua autoconfiança e segurança te bastam. Se tiver
que provar algo, que seja pra você mesmo!

Estava doida pra ler seu post, mas como disse estava sem tempo, agora que deu uma folguinha eu corri pra cá. Como sempre seus textos são muito pertinentes e eu percebo vc se tornando cada vez mais uma mulher centrada, com senso crítico saudável e que lá na frente colherá muitos frutos da sua sobriedade (frutos do ser e não do ter, claro, rssss...).
ResponderExcluirBom, sempre me senti uma pessoa sem ambição, trabalhei 6 anos na área comercial e me sentia frustrada, pois esse sistema ganha-perde nunca fez parte de mim. Eu era daquela tida como trouxas pelos demais, pois se tinha algum companheiro sem vender nada e eu pegava uma venda grande, eu pedia ajuda pra esse companheiro e dividia a venda. Acontece que só eu fazia isso, ninguém nunca fez comigo, mas o que me deixava chateada entre tantas outras coisas não era não fazerem comigo, mas a posição que as pessoas tomam quando estão de frente da palavra GANHAR!
Ok, saí desse universo prometendo nunca mais voltar.
O tempo passou e eu fui presenteada por Deus com a presença da Bá e do Jú na minha vida e a mais ou menos 1 ano e meio que eu posso te dizer que muita coisa mudou.
Deixa ver se eu vou conseguir me fazer clara: eu me sentia diferente, às vezes até pensava que eu era uma pessoa acomodada, porque eu nunca pensei em TER como a maioria das pessoas. Sempre me contentei com pouco na visão dos outros, mas pra mim sempre foi o suficiente. Quando tomei contato com o termo humanização e maternidade ativa, acabei conhecendo muitas pessoas que pensavam iguais a mim e que podiam me ensinar muito mais do que imaginava aprender. Vi nesse universo pessoas deixando empregos com altos salários pra se dedicarem aos filhos ou até mesmo a um ideal conheci pessoas totalmente alternativas que optaram por nem ter televisão em casa, outras que se descobriram em outras carreiras pra poderem ter mais tempo com os filhos e se dedicarem a algo que realmente as enche de prazer.
Tem até um texto bem legal aqui sobre PENSAR FORA DA CAIXA, SAIR DA MATRIX!
http://vilamamifera.com/mulheresempoderadas/as-janelas-da-matrix/
Eu ainda estou em busca desse SER profundo, muitas vezes me sinto desconectada ainda, sentindo vontade de pisar descalço na terra, de apenas observar uma flor bonita, de escutar o barulho da natureza e simplesmente ver meus filhos brincarem...
Estou no comecinho do caminho ainda, de ser uma pessoa com hábitos mais naturais, mais saudáveis, não só pela minha saúde, mas pelo exemplo que sou para meus filhos, enfim...
A maioria dos hábitos antigos ainda permanece, até porque eu acredito que mudanças bruscas não se sustentam por muito tempo, a cada mudança eu reflito, experimento, vou e consolido, estou seguindo assim...
De uma coisa tenho certeza, dessa maratona eu não participo mais, quero apenas VIVER!
Beijo grande prima querida, companheira de assuntos edificantes, rssss....
Ao meu ver a mudança de hábito (seja qual for) é iniciada quando nos deparamos com algo realmente importante e impactante pra nós. No seu caso os assuntos sobre humanização e maternidade vindos com cursos, experiências e aprendizado, no meu caso um curso que me fez querer ver tudo por outra perspectiva. Também to com você nessa ideia de que mudanças bruscas tendem a falhar. Disse no post anterior, não gosto muito de radicalismos. O que gradativo é sempre mais certo e fácil de acontecer.
ResponderExcluirAdoro sua participação no blog. É bom compartilharmos assuntos em comum..
:)
Um super beijo e até a próxima! rs